miércoles, 26 de noviembre de 2008

A estrela da Imaculada: Santa Beatriz da Silva

Por Michelle Viccola

“Filha, não morrerás. Fundarás uma grande ordem
religiosa com o título da Imaculada Conceição; suas
filhas vestirão um hábito semelhante às minhas vestes
e se dedicarão a servir a Deus, em união comigo”.

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Dom Rui Gomes da Silva, bravo cavaleiro português, participou da tomada de Ceuta e permaneceu em territorio luso na África, como alcaide da vila fronteiriça de Campo Maior. Por seu heroísmo e coragem, ali recebeu em casamento Dona Isabel de Menezes, filha do Conde de Vila Real, ilustre descendente do primeiro monarca português, Dom Afonso Henriques. Foi no seio desse matrimônio que nasceu, em 1426, Beatriz da Silva Menezes, a oitava filha do nobre casal. À elevada origem, unia Dona Isabel singulares virtudes de esposa e mãe, que soube educar com profundo senso ca-tólico seus numerosos filhos.
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Calma e inocência até os 23 anos
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Desde a mais tenra idade, Beatriz demonstrava qualidades Excepcionais: docilidade, retidão de consciência, inclinação para as virtudes e atração pelas coisas elevadas e espirituais. Em certa ocasião, seu pai encomendou a um pintor um quadro da Santíssima Virgem. Escolhida para posar como modelo, Beatriz se mantuve todo o tempo com os olhos baixos, por humildade. O quadro ainda existe e é conhecido como a Virgen dos olhos fechados.
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Até os 23 anos viveu calmamente no seio da família, mas em 1447, sua vida sofreu uma grande mudança. A princesa Dona Isabel, sua prima de 19 anos, ia se casar com Dom João II de Castela e a convidava para ser sua dama na corte espanhola.
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Beatriz confiou à Santíssima Virgen a perspectiva aberta por esse convite. Embora ainda não estivesse definido o dogma da Imaculada Conceição, era pelo nome de Imaculada que ela gostava de invocá-La. Uma voz interior inspirava-lhe o ideal de emprender algo verdadeiramente grande para a glória da Mãe de Jesus, mas ela não sabia como realizá-lo. Agora, porém, parecia brilhar-lhe uma luz: não seria sua ida para a corte um meio de pôr em prática esse ideal?
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Nem lhe vieram à mente as honras, a posição social, o lugar de destaque na corte. Sua preocupação era, sobretudo, glorificar a Deus.
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Virtude ilibada em meio aos perigos da corte
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Beatriz partiu. Encontrou um ambiente muito diferente daquele no qual até então tinha vivido. A corte se deslocava de Tordesilhas para Madrigal de las Altas Torres, e viceversa, dependendo das circunstâncias e necessidades.
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O fausto e o luxo das cortes reais alcançaram seu apogeu no século XV. Banquetes, torneios, caçadas, profusão de jóias, faustoso vestuário, ricos palácios, tudo isso influenciava enormemente a nobreza. Nelas não faltavam ambição, intrigas, invejas dissimuladas, competições e comparações.
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Beatriz possuía beleza, dignidade e gentileza extraordinárias. Todos afirmavam que nunca haviam visto nobre mais formosa em terras de Espanha e Portugal. Recebia, por isso, inúmeros elogios das outras damas e também dos cavalheiros. Mas ela atraía, sobretudo, pela beleza de seu espírito. Sua grandeza de alma a mantinha acima de todas as futilidades mundanas e, ao mesmo tempo, a fazia condescendente e bondosa para com todos, exceto com quem poderia desviá-la do caminho reto.
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[Continua. Se puede leer en la íntegra en Revista Arautos do Evangelho, Brasil. Dezembro 2008 - www.arautos.org.br y en Revista Heraldos del Evangelio, Madrid. Diciembre 2008 - www.heraldos.org]

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